Lua Nova e Eclipse Solar a 4 graus de Capricórnio

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Lua Nova e Eclipse Solar a 4 graus de Capricórnio

26 de dezembro de 2019

“Toda a reforma interior e toda a mudança para melhor dependem exclusivamente da aplicação do nosso próprio esforço”. – Immanuel Kant

O Pai, a Mãe, o filho do dono da casa (Júpiter), o dono da casa (Saturno) e os mil volts de Plutão ao final do corredor.

Todos juntos na mesma Terra, na mesma estrutura, guiados por uma cauda ao serviço da purga coletiva. Reunidos em concílio cósmico a lançarem os dados para o salto de 2020. A cada momento parece que sentimos mais o fim de um início.

Para os antigos povos um eclipse era visto como o anunciado fim do mundo. À luz destes tempos presentes este eclipse, em dia de Lua Nova, pode ser visto como um portal de abertura para o novo mundo, um prenúncio do que está a chegar. Não há grande volta a dar. E assim esperemos; que o nosso livre arbítrio nos guie, a cada passo mais libertos de umbigos e dotados de uma visão mais ampla e humanista.

Este é o encontro da nossa consciência

das nossas memórias, o inconsciente

E do ponto de ação, o momento presente.

Todos interligados e relacionados num alinhamento que nos permite ver o passado inconsciente. É o passado a sobrepor-se, é olhar para a escuridão do passado e almejar projetar a luz no futuro.

No ar há alguma poeira de desafios, condição quase universal para um eclipse. Há sempre algo que se oculta. O eclipse ofusca, obscurece, tira a visibilidade a um dos Pais celestes. No dia 26, momentaneamente, a razão desaparece e temos de fazer por ter acesso ao espírito, à nossa intuição. Estão reunidas as condições para uma cegueira provisória, o apagão para voltares a ver-te luz. É o caos necessário.

E, durante um tempo, tanto a luz como a sombras vão estar ativas e intensas.

(Os eclipses têm energia para seis meses, um ano, ano e meio.)

Então, este é um momento de transição de consciência para nos preparar para 2020. Pega em tudo o que já não te serve, não nos serve e abandona. Limpa e reinventa. Abre mão dos esquemas de poder pessoais, sociais, coletivos, globais.  Age local e pensa global.

Elimina o que já não serve para que então possas co-criar.

Mostra-te aberto e disponível para este momento, para trabalhares estas energias, e flexível para as mudanças que irão chegar. As ruturas, as quebras, as mudanças, o abandono e, consequentemente, a abertura da nossa vulnerabilidade são os temas que se vão seguir neste novo ano que está à porta.

Se quiseres fazer um ritual deixamos aqui uma sugestão:

Proporciona um ambiente calmo, meditativo. Coloca uma música, acende um incenso, ou uma vela, ou simplesmente vai para aquele teu lugar mágico onde facilmente te abres a ti mesma e ao fluxo da vida. Coloca os pés no chão. Começa a imaginar o que não queres mais na tua vida, todos os medos que criaste, todas as ideias e pensamentos obsoletos e danosos. Quando os começares a sentir imagina uma luz que vem de cima e entra em ti, com a força de um aspirador, limpa tudo o que sentires sujo, renuncia ao que não te serve por algo melhor, e vai descendo até aos pés. Entrega à terra. Depois imagina um final. Coloca um tampão que fecha a terra e que te separa desse lixo. Eleva o pensamento, inspira e expira.

Depois do eclipse podes co criar. Pedir algo que está relacionado com o que a tua alma deseja. Pega num copo de água com uma das mãos para este ritual. Silencia a mente e imagina o que desejas. Os teus sentidos vão dar-te sinal de que estás no caminho certo. Cria uma história, visualiza um filme, o teu filme, e constrói o caminho mental. Que ela seja coerente com a tua vida e contigo e seja unicamente referente a ti. Quando estiveres no auge coloca a outra mão na tua cabeça e depois coloca essa mão no copo de água, como se estivesses a fazer uma transferência. No final podes beber a água. Estás a colocar no teu corpo físico, através de um condutor inócuo, o corpo espiritual, a alma.

Boas lunações.

Leonor Victorino Neves | ORIGENS – Viver Holístico

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