Um sonho chamado ORIGENS

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Um sonho chamado ORIGENS

Era época de natal e eu dirigi-me a um centro comercial para comprar presentes. Depois de algumas voltas, sem nada me satisfazer e vontade alguma de estar ali, decidi ir embora e deixar a tarefa para outro dia. Quando me virei deparei-me com uma banca de cristais que me chamou a atenção. Um deles dizia, entre outras coisas, “sucesso profissional”, que era o que eu estava a precisar na altura. Olhei mais algumas e percebi que eram indicadas para pessoas da minha família, sem saber nada sobre eles, mas sem hesitar, decidi levar cristais para todos. Afinal o presentes devem ser oferecidos de coração e era amor que eu queria dar-lhes.

Neste momento abriu-se uma porta na minha vida.

Perguntei como fazer à pessoa que me atendeu, que disse para lavar com água e sal e colocar ao sol. Algo que só mais tarde percebi que não se deve fazer. Depois de comprar o meu primeiro cristal, uma Citrino, percebi que tinha muitos mais em casa sem saber, alguns até adquiridos por mim. Depois de oferecer os cristais à família, a minha avó lembrou-se de uma coleção que tinha feito há uns anos e encontrou, num saco guardado, mais de 40 cristais. Foram eles que me fizeram pesquisar, de computador ao colo e etiquetas na mão, um a um, o nome e as características. 

Percebi nessa altura que tantos cristais a chegarem-me só poderia dizer que eu iria trabalhar com eles mas também com outras pessoas.

Comecei a perceber que os cristais eram mais do que objetos e cada vez que me dirigia a uma loja fazia-me muita confusão eles serem tratados como tal. Mas, além disso, percebi que muitas das pessoas que atendiam não tinham noção disso, nem sabiam o que estavam a vender. Confesso que me partia o coração vê-los expostos como coisas à espera que alguém lhes pegasse, sem respeito e cuidado.

Foi nesse momento, e durante a recuperação de uma operação que me deixou em casa por dois meses, que senti o chamamento de abrir uma loja de cristais, onde eu pudesse cuidar deles, guardá-los em segurança, dar-lhes o que precisam até a pessoa certa chegar.

Esse período fez-me aprender mais sobre eles pesquisando e lendo, utilizando, errando e aprendendo pela minha experiência como eles são fortes mas sensíveis e que cada um é diferente e único, assim como nós.

Queria viver rodeada deles, honrando a sua energia e a sua beleza, respeitando as suas necessidades e abrindo-me a receber o que me trazem, em que uma das maiores lições é o desapego, porque por mais que me apaixone por todos eles, sei que cada um espera alguém para acompanhar. A minha missão é guardá-los em segurança e ser essa ponte, é transmitir os conhecimentos necessários para que eles continuem a ser tratados como merecem, com todas as condições que precisam para cumprirem as suas funções.

Cada cristal que chega à nossa vida tem uma missão, uma mensagem ou ensinamento. Vem de longe, do fundo da terra, largou o seu habitat e escolheu a nossa companhia para transmitir todo o seu esplendor. Cabe-nos a nós respeita-los para que perdurem e possam continuar a levar a sua melhor energia pelo mundo.

Tudo começou com uma Citrino, que já partiu de volta à sua origem depois de ter feito o trabalho dela comigo.

“Sucesso profissional”, lembram-se da mensagem? Naquele momento eu trabalhava numa grande empresa multinacional. Ganhava bem, mas não estava satisfeita. Pouco depois de a levar para o escritório e colocá-la intuitivamente numa planta que la tinha, houve uma reestruturação e um despedimento coletivo, do qual fiz parte. Ela acompanhou-me sempre e quando soube a notícia permaneci calma, sabia que algo novo se estava a abrir.

Senti um chamamento para trabalhar com pessoas, ajudar pessoas, mas ainda não sabia o quê nem como. Fiquei desempregada um tempo por opção, surgiu a tal operação e foi quando o meu físico se manifestou que procurei ajuda espiritual. Esse foi um dos melhores períodos da minha vida. Aprendi tanto! Recebi Reiki, que me ajudou muito e me fez sentir como nunca, e decidi que queria fazer o curso, e queria muito ter a minha loja de cristais e poder dar terapias. Mas ainda não era o momento.

4 anos depois, após mais duas experiências profissionais dolorosas, que vieram trazer-me as aprendizagens necessárias para o passo seguinte, foi quando conclui alguns cursos na área que agora desenvolvo, comecei a dar terapias e surgiu a oportunidade de abrir a minha loja. Segui o meu coração, mesmo com medo e sem certezas. Foi quando a minha primeira Citrino quis ficar na Terra e eu percebi como ela agiu na minha vida, como o seu trabalho estava concluído e tudo se encaminhou neste sentido, desde aquele dia em que escolhi, em vez de presentes sem sentido, seguir a minha intuição e trazer energia e amor.

É por isto e tanto mais que se diz que são as pedras que nos escolhem e o caminho faz-se caminhando.

Desde que abri a ORIGENS não mais fui a centros comerciais comprar presentes, pois aqui encontro tudo o que as pessoas que amo precisam.

Este ano escolhe também amor, oferece pura energia e confia que é o melhor que podes dar, talvez uma grande porta também se abra para ti.

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